Três novos pavões vieram do Jardim Zoológico para as Caldas da Rainha

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Os pavões são das aves mais apreciadas no Parque D. Carlos I | I.V.

Há três novos pavões no Parque D. Carlos I (duas fêmeas e um macho) que, desde há poucas semanas, estão em cativeiro na ilha do lago, num espaço que foi requalificado. Vieram juntar-se aos dois machos que já lá estavam.
Os três novos inquilinos provêm  do Jardim Zoológico de Lisboa. E resultaram de uma troca: a União de Freguesias ofereceu ao Zoo quatro cisnes negros nascidos nas Caldas e recebeu os três pavões.

Vítor Marques, presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, esclareceu que depois de a pavoa do casal inicial ter morrido, tentaram encontrar um exemplar para a substituir. Por isso abordaram o Jardim Zoológico, que se mostrou disponível para oferecer os três animais.
Mais tarde, proporcionou-se a ida de quatro cisnes negros da já segunda ninhada tida neste espaço para o Zoo alfacinha.
A ida dos cisnes negros “é uma forma de manter o equilíbrio e não ter demasiados cisnes negros”, explicou o autarca. Ficam ainda seis cisnes: os dois progenitores e os quatro filhos da primeira ninhada.
A cooperação com o Jardim Zoológico deixou a porta aberta para novas vindas de animais para o Parque, como por exemplo os patos mandarins, que já existiram neste espaço.
A União de Freguesias tem tido também contactos com a Fundação Mata do Buçaco para perceber o funcionamento e a gestão daquele espaço. Desses contactos, foi pedido um cisne negro, que quando for para o Buçaco já tem nome atribuído. Vai chamar-se Caldas da Rainha.
“Esta interactividade entre as várias entidades é a nossa forma de estar”, disse Vítor Marques, exemplificando com outros projectos em curso, como a instalação dos equipamentos de manutenção na Mata, que deverá acontecer “nos próximos dias”. Estes foram projectados por alunos da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro com a ajuda de alunos e ex-alunos da ESAD no design. Foram construídos na serralharia do Centro de Educação Especial Rainha Dona Leonor. Para breve estarão também as papeleiras feitas no Cenfim para substituir as antigas e dos bancos do tipo aviador feitos no Cencal.
Há outro projecto de parcerias em curso, com a ETEO, que passa pela criação de uma carruagem para crianças movida a energia fotovoltaica que terá um percurso no Parque com paragens que contam a história do espaço e da cidade.
Além disso, alunos da Escola Bordalo Pinheiro estão a proceder à catalogação e identificação de árvores do Parque, criando depois um site para as divulgar. Vender composto, terra e lenha também faz parte das ideias de futuro para a gestão de Parque e Mata.
Vítor Marques informou ainda que pretendem não usar água da rede na rega do Parque. “Queremos usar os recursos hídricos de forma mais cuidada”, aproveitando para tal a nascente na Mata ou as águas pluviais. “Isto ajudaria a reduzir custos económicos e ambientais”, fez notar.