Conselho da Cidade debateu a economia social e solidária

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Gazeta das Caldas
Os oradores falaram da necessidade de a economia social se manter fiel aos seu princípios | D.R.

As organizações de economia social têm evidenciado abordagens mais capitalistas, desvalorizando a preocupação social e esquecendo perspetivas ambientais. Esta foi a opinião polémica de José Alberto Pitacas, vice-presidente do CIRIEC (Centro de Estudos de Economia Pública e Social), expressa durante o Encontro de Economia Social e Solidária, que teve lugar no passado dia 13 de Julho na Expoeste. A iniciativa foi do Conselho da Cidade.

O orador mostrou alguma preocupação com os sinais de descaraterização deste tipo de organizações e abordou a sua evolução, valorizando a componente de gestão e de sustentabilidade económica. Considera que as organizações de economia social têm por finalidade produzir bens e serviços em que a criação de riqueza não é um objetivo mas sim um meio.
Já Filipe Almeida, presidente da Portugal Inovação Social, diz que as organizações sem fins lucrativos atendem a necessidades sociais e que, muitas vezes, não são sustentáveis perante a sua capacidade de gerar receitas.
Mais tarde, no debate “Desenvolvimento da Economia Social e Solidária na Região” Lino Fernando Romão, representante do BE das Caldas da Rainha, teceu algumas críticas às políticas públicas existentes por darem respostas padronizadas sem respeitarem a fragilidade e amadorismo de algumas entidades.
Por sua vez, Maria da Conceição Pereira, representante do PSD retratou as IPSS do concelho, ancorada na sua experiência como vereadora da Câmara caldense. Destacou a importância do papel intergeracional das mesmas, do trabalho em rede e a necessidade de fortalecer a relação entre estes dois poderes através de parcerias.
No decorrer do debate todos os representantes dos partidos políticos, nas suas respostas, deram enfoque sobre as IPSS e o reconhecimento do seu trabalho, lembrando, contudo, que a sua acção e das outras organizações não pode substituir a função social do Estado.
O painel “Evolução das organizações sem fins lucrativos – gestão e sustentabilidade económica”, contou também com a participação de Sílvia Ferreira (professora de Sociologia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra).