Marca Praça da Fruta pretende divulgar ex-libris da cidade

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mpraçaDivulgar um espaço que já é valorizado por todos e criar uma identidade para fora das Caldas da Rainha foi  a ideia que norteou o projecto Marca Praça da Fruta, lançado pela CoopCASA – Cooperativa para a Acção Social e Artística  no passado dia 24 de Outubro.
Já foi criado um logótipo e uma página na internet para a praça. Agora serão criados sacos, autocolantes e outros brindes para a sua divulgação, e dinamizadas parcerias com os vendedores, que também colaboram com o projecto.

A manhã chuvosa de sábado não foi propícia à adesão de participantes ao peddy-paper que a CoopCASA dinamizou pelo mercado e que era a primeira de um conjunto de iniciativas de divulgação da marca Praça da Fruta. Acabaram por participar menos de uma dezena de pessoas que tinham que responder a 11 perguntas sobre o funcionamento daquele mercado.
No Centro de Promoção de Divulgação de Produtos Regionais foi inaugurada a exposição do concurso Identidade Gráfica Marca Praça da Fruta, que ali continua patente até 26 de Novembro e onde podem ser vistas as mais de 100 propostas de logótipos apresentados para este projecto. Acabou por vencer o trabalho feito por João Carvalho que se traduz numa “imagem contemporânea baseada na história das Caldas”, explicou o autor. O jovem de Leiria, que esmarcapraçatudou na ESAD, recebeu um cheque de mil euros.
A Marca Praça da Fruta é um projecto do Orçamento Participativo 2013 da Câmaradas Caldas, executado pela CoopCASA. A autoria inicial é de Alexandre Cunha e Lino Romão que, desta forma, pretendiam valorizar este ex-libris da cidade criando uma marca para a sua promoção integrada no centro histórico.
O projecto foi contemplado com 29 mil euros, que serão utilizados na criação do site www.pracadafruta.pt, que dará a conhecer a história da praça, a sua etnologia, os vendedores e os produtos que ali se comercializam. Por outro lado, os promotores querem divulgar a Praça da Fruta como um símbolo turístico, atraindo assim a vinda ainda de mais visitantes.
Serão ainda criados alguns objectos de promoção, como sacos, autocolantes e ímanes, e realizados projectos em parceria com os vendedores para  a utilização do logótipo, por exemplo, nos toldos que utilizam.
De acordo com Alexandre Cunha, os vendedores estão receptivos a estas ideias e têm mostrado vontade de participar e prestar todas as informações necessárias ao projecto. “Até já nos pediram os aventais que usamos com o logótipo da Praça”, acrescentou.
A CoopCASA pretende também implementar o projecto da Praça a Casa, que consiste em levar os produtos do mercado a casa dos clientes. Será feito de bicicleta e Pamela Pedroso, desta cooperativa, ressalva que, com este serviço não pretendem que as pessoas deixem de ir à Praça da Fruta, pelo que farão as entregas a meio da semana, permitindo assim que as pessoas continuem a ir ao mercado ao sábado. Com início previsto para Março ou Abril, numa primeira fase irá compreender apenas a cidade, podendo as encomendas ser feitas pelo telefone ou através da internet.
Este projecto já foi premiado com a Bolsa ES Jovem/Optimus Alive, no valor de 5000 euros. Também concorreu ao Orçamento Participativo de 2014, mas foi considerado não elegível, pois nesse ano apenas se previam a realização de obras ou equipamentos e não despesas correntes.
Presente na cerimónia, o vereador Hugo Oliveira, referiu que esta é a prova de que as ideias apresentadas nos orçamentos participativos se concretizam, ainda que “por vezes não quando as pessoas querem, mas no tempo devido”.
Já o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, salientou que este é um exemplo do “complemento das ideias do município com a dinâmica da sociedade civil” e uma “vitória” da Praça da Fruta que passou recentemente por um processo de transformação.

Fátima Ferreira
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